Escrito por Agência FonteMidia Seg, 07 de Dezembro de 2009 13:16
GSA Association estima que o mercado levará um tempo maior para que os aparelhos, capazes de acompanhar esta evolução, possam ser colocados no mercado e atender a todos os assinantes
A Global Mobile Suppliers Association (GSA Association), havia anunciado na metade deste ano que a velocidade de downlink via banda larga móvel estava, naquela época, em 7,2 Mbps e que esta velocidade havia se tornado a nova base para o acesso à web devido à evolução das tecnologias, em particular a HSPA, capazes de suportar um pico de velocidade de downlink de dados superior e tendo o suporte de cerca de 600 modelos de dispositivos disponíveis no mercado. Neste mesmo período, algumas redes móveis chegaram a oferecer picos de velocidade de downlink de dados de até 14.4 Mbps.
Passados menos de seis meses, a entidade que reúne os fabricantes de dispositivos móveis GSM/HSPA e LTE constata que a velocidade da banda larga móvel só aumenta e já sinaliza que velocidades superiores a 21 Mbps poderão ser predominantes já em 2010, quando deverão ter sido iniciadas as primeiras redes comerciais LTE em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.
De acordo com a GSA, a HSPA Evolution (HSPA +) deverá ser a próxima etapa evolutiva para muitas operadoras móveis, o que promoverá o aumento significativo das velocidades para a transmissão de dados, utilizando sistemas de modulação superior e de tecnologia de múltiplas antenas (MIMO).
Quando a GSA Association fez o anúncio da velocidade de 7,2 Mbps como predominante, os principais agentes do mercado, inclusive a imprensa especializada, colocaram uma questão: qual poderia ser a próxima velocidade predominante, quando e por quê. Em outras palavras, o mercado desejava saber quais seriam as principais capacidades da tecnologia de banda larga móvel, levando-se em conta as mais de 100 redes de serviços existentes naquela oportunidade, suportadas por um eco-sistema composto por várias centenas de modelos de dispositivos móveis disponíveis no mercado.
Para responder a esta questão, a GSA Association iniciou uma pesquisa com os profissionais da indústria, operadoras móveis, fornecedores e profissionais ligados ao setor a partir de seu website e das conferências do setor, realizadas em várias partes do mundo. O resultado está disponível no relatório “Mobile Broadband - The Next Baseline”, que pode ser obtido pelo endereço http://www.gsacom.com e mostra que a maioria dos profissionais que responderam a pesquisa acredita que a base para o próximo pico de velocidade de downlink de dados da banda larga móvel será de 21 Mbps na tecnologia HSPA +.
De acordo com Alan Hadden, presidente da entidade, houve pouca diferença nas respostas dos grupos que participaram da pesquisa, sendo que a maioria de cada grupo apontou a velocidade de 21 Mbps como a mais provável para o próximo período. “A maioria concorda que a nova velocidade predominante será atingida durante o ano de 2010 devido ao fato dela poder ser atingida graças à sua capacidade tecnológica e ao baixo custo, sendo vista como a próxima etapa evolutiva para banda larga móvel”, explica o executivo.
Com a pesquisa a GSA também quis saber dos profissionais a visão que eles tinham sobre quando HSPA + passaria a ser a nova referência de apoio do mercado, mesmo que com apenas alguns recursos disponíveis não necessariamente oferecendo o maior pico de transferência de dados, como, por exemplo, na utilização de recursos como: transmissão descontínua e recepção (para aumentar a vida da bateria), CS Voice sobre HSPA (para aumentar o tempo de conversação), e menos tempo para o setup. Para a maioria dos entrevistados (59%), estes novos recursos devem ser alcançados em 2010, sendo que 29% declararam que seria em 2011 e os demais 12% indicaram 2012 ou mais tarde.
Ao mesmo tempo em que acata a opinião da maioria dos pesquisados, a GSA Association pondera que ainda levará um tempo maior para que a indústria possa colocar no mercado os dispositivos móveis capazes de disseminar esta nova base de velocidade disponível para todos os assinantes móveis, sobretudo quando MIMO estiver sendo adotado, já que isto demandará complexidade e custo para os dispositivos móveis.
“As operadoras de telefonia celular também podem não estar dispostas a aumentar os subsídios para esses dispositivos”, ressalta Hadden. “E, apesar de 2010 ser o prazo para isto ocorrer, mais de 60% dos entrevistados concordam que a velocidade de 21 Mbps será um desafio para a indústria para que ela possa garantir no mercado a quantidade de dispositivos compatíveis com esta nova velocidade. Este cenário deverá acontecer mais para o final de 2011 e início de 2012”, acrescenta o presidente da GSA Association.
Mais informações: http://www.gsacom.com