Escrito por Agência FonteMidia Seg, 08 de Junho de 2009 16:38
Mercado local se beneficiará diretamente das vantagens da tecnologia, aumentando a eficiência e economia em escala, incluindo o aumento da maturidade do sistema HSPA
A GSA Association, entidade que reúne os fabricantes globais de dispositivos móveis GSM/HSPA e LTE, liberou a atualização dos mais recentes números sobre as tecnologias móveis ao redor do mundo e que apontam a América Latina como um dos mais promissores e lucrativos para o Long Term Evolution (LTE), cuja tecnologia dará à região, particularmente ao Brasil, todos os principais benefícios dos avanços da tecnologia, aumentando a eficiência e economia em escala, incluindo o aumento da maturidade do sistema HSPA.
Este cenário positivo está sendo possível porque mais de 130 milhões de usuários comerciais e consumidores de todo mundo estão hoje navegando pela Internet, enviando e recebendo emails com grandes arquivos anexados utilizando notebooks dotados de acesso HSPA ou a partir de dongles (dispositivos tipo pendrive que permitem executar programas, entre eles navegadores web), e baixando grandes quantidades de vídeo para seus telefones HSPA.
O número de assinantes HSPA triplicou em 2008. Serviços móveis de alto valor agregado e aplicações que suportam banking, jogos, entre outros serviços, constituem segmentos emergentes onde o crescimento é antecipado. O tráfego móvel de dados nas redes de trabalho está crescendo rapidamente enquanto os preços caem, abrindo uma nova gama de segmentos e oportunidades.
De acordo com a GSA Association o caminho para o acesso banda larga móvel começa com o WCDA e está caminhando para um novo patamar com o High Speed Packet Access (HSPA), a primeira evolução do WCDMA, cuja capacidade de impulso e velocidades de dados permite alcançar maior eficiência operacional e experiência do usuário. O levantamento da GSA Association revela o mercado 3G/WCDMA possui 73% de participação no universo comercial 3G e um surpreendente 94% de todas as 284 redes operadoras em todo o mundo lançaram serviços HSPA. Existem 267 operações HSPA comerciais lançadas em 114 países, incluindo 44 redes na América Latina e Caribe.
O número de redes velozes estão crescendo, com quase ¾ das redes HSPA em todo o mundo suportando picos de downlink de 3.6 Mbps ou maior, e 105 das redes (39%) com velocidades de 7.2 Mbps ou maior. Velocidade de uplink também estão em crescimento, de 2 Mbps até 5.8 Mbps utilizando um espectro de 2 micro segundos de TTI (Transmission Time Internval). Esta tendência também é evidente na América Latina, onde existem inúmeras redes móveis que vão desde 3.6 Mbps até 7.2 Mbps de picos de velocidades. No Brasil também estão disponíveis as redes 5.8 Mbps em High-Speed Uplink Packet Access (HSUPA).
Velocidades mais elevadas são realidade com Evolved HSPA (eHSPA, ou HSPA+). Quatro sistemas HSPA+ foram lançados (Austrália, Europa e Ásia) as quais são capazes de alcançar downlink de dados em 21 Mbps. No levantamento da GSA Association são notadas pelo menos 25 redes adicionais HSPA+, inicialmente na Ásia e Europa. Combinando 2x2 MIMO (radio multiple-input and multiple-output) significa 42 Mbps serão possíveis em algumas redes ao final de 2009. Também velocidades elevadas no padrão 3GPP estão sendo antecipadas no mercado. Assim, o mercado Latino Americano é beneficiado diretamente pelas vantagens da tecnologia, aumentando a eficiência e economia em escala, incluindo o aumento da maturidade do sistema HSPA.
“A disponibilidade de dispositivos HSPA para os usuários finais é o fator chave para o sucesso da HSPA e LTE”, afirma Alan Hadden, presidente da GSA Associaton. Ele justifica sua expectativa baseada no último levantamento sobre o mercado HSPA divulgado há algumas semanas, que mostra que 1.470 dispositivos HSPA foram lançados nos últimos 10 meses, o que representa 103% de crescimento no período. Os produtos vêem de 171 fabricantes, contra 115 existentes no levantamento de Junho de 2008.
“Os passos dos lançamentos são muito mais largos que o de outras tecnologias wireless”, sentencia Hadden. “Os aparelhos HSPA chegam ao mercado devido a muitos fatores, em direção a todos os segmentos de mercados”, acrescenta o presidente da GSA. Os dados da entidade apontam que existem quase 600 modelos de telefones HSPA (incluindo smartphones), um aumento de 70% sobre os números de Julho do ano passado. O número de notebooks com funcionalidades HSPA triplicou no mesmo período, atingindo 323 modelos. Excluindo os notebooks, 994 aparelhos suportam velocidade HSDPA de 3.6 Mbps ou maior, incluindo 514 modelos (54%) com suporte a velocidade de 7.2 Mbps ou maior. Sete modelos de Modems também foram lançados com suporte a HSPA+. O número de aparelhos HSUPA triplicou em 10 meses e agora atingem a 260 modelos, 1/3 deles com suporte, ou atualizáveis, para 5.8 Mbps. Outras noventa femtocells HSPA (Access Point Base Station) foram lançadas neste mesmo período.
“A banda larga móvel é a parte chave da oferta comercial da maioria das redes operadoras e mercado se fortalece a partir da experimentação do usuário, impulsionando novas receitas e lucros. Na América Latina, como em outras regiões, as operadoras de telefonia podem planejar investimentos na oferta de banda larga móvel baseada em HSPA e no seu roadmap evolutivo, aumentando a capacidade das redes no desenvolvimento de novos serviços baseados nas necessidades individuais de cada assinante e nos seus planos de investimentos. A evolução HSPA+ provavelmente será um passo significante para a maior parte das operadoras na região, incluindo o Brasil, isto porque a tecnologia introduz eficiências operacionais e melhorias significativas na experiência de usuário na utilização da banda larga móvel”, acrescenta Hadden.
Mobile Broadband Spectrum
A GSA Association também revela que os sistemas para banda larga HSPA estão disponíveis na maioria das redes celulares e que na América Latina as implementações 3G/HSPA operam principalmente na faixa de 850 MHz e, em alguns casos, como na Venezuela, na faixa dos 900 MHz. A faixa de 850 MHz está amplamente disponível por todo o Hemisfério Norte e um forte ecossistema está estabelecido para HSPA neste espectro. Excluindo os notebooks, mais de 500 de modelos de aparelhos para usuários finais em HSPA (44%) operam na faixa dos 850 MHz. Reconhecendo que os sistemas HSPA também são disponíveis na faixa dos 1900 MHz nas Américas, a demanda para 3-banda 850/1900/2100 na região é muito forte. Os dispositivos HSPA suportam roaming internacional e 365 aparelhos dotados de capacidade 3-banda estão disponíveis no mercado global. A maioria dos aparelhos também suporta os sistemas legados GSM, tipicamente quadri-banda 850/900/1800/1900 MHz, E mais de 83% (excluindo os notebooks) suportam GPRS/EDGE. Mais de 64% das redes comerciais HSPA também lançaram seus serviços EDGE.
“Contudo, está claro que serão necessários mais espectros para suportar o crescimento acelerado dos serviços de banda larga móvel para as grandes massas. As operadoras HSPA podem se dedicar a um ou mais fornecedores durante esta fase de crescimento, mas a quantidade de novos espectros, em canais contínuos, serão necessários para suportar escalas mais elevadas de transmissão, o que deverá elevar a eficiência dos serviços a partir do LTE”, comenta o presidente da GSA Association.
“Em suma, podemos esperar ser a adoção do LTE em todas as principais bandas celulares em todos os mercados, incluindo o Brasil e América Latina, sinalizando para a necessidade de multi banda assim como multi plataformas e aparelhos com real capacidade para atender a esta demanda. Faixas elevadas, como 2.6 MHz, deverão assegurar o acesso às espectros mais elevados para velocidades superiores na transmissão de dados, além de prover elevado nível de capacidade de acesso, enquanto que as faixas entre 1 GHz (700 MHz, 800 MHz, 900 MHz) sejam as idéias para a entrega de serviços em ampla cobertura geográfica, especialmente nas zonas rurais, além de impulsionar a penetração de novos serviços de banda larga móvel em muitos mercados. A decisão das operadoras da América do Norte em adotar LTE na faixa de 700 MHz irá assegurar significativa economia em escala e assegurar que os mercados da America Latina também adotem esta faixa de banda”, finaliza Hadden.
Mais informações: http://www.gsacom.com