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Panes nas redes das operadoras são constantes, afirma Rede Global Info

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Pelo menos uma vez por semana, vários provedores de internet banda larga de várias cidades registram uma pane no acesso à rede mundial de computadores.

Segundo entidade que reúne mais de 750 provedores de todo o país, paralisações acontecem há bastante tempo, muito antes da recente pane que comprometeu a rede da Telefônica e paralisou diversos serviços e operações no estado de São Paulo. Para a entidade, a solução contra o caos sofrido pelos usuários e pela sociedade em geral, pode ser impulsionada pela descentralização do atendimento com redundância do backbone e a desagregação de redes, entre outras ações anti-monopolistas.

Pelo menos uma vez por semana, vários provedores de internet banda larga de várias cidades registram uma pane no acesso à rede mundial de computadores. É o que informa a Rede Global Info, entidade que reúne mais de 40% dos provedores independentes do país, atendendo mais de 1300 municípios brasileiros. Os registros que chegam à direção da Rede Global Info são constantes e configuram um quadro preocupante já denunciado pela entidade aos órgãos públicos e ao Ministério das Comunicações.

Segundo Jorge de La Rocque, presidente da entidade, as panes e outros prejuízos experimentados pelos usuários somente serão eliminados após o cumprimento de uma política pró-competitividade, que entre outras ações, diversifique a atuação das operadoras no país, contra a exclusividade de mercado.

“Nossos provedores, na maioria dos casos, não conseguem manter a redundância do link – o principal insumo de suas atividades, porque eles não têm viabilidade de contrato com mais de uma operadora em suas regiões de atuação”, afirma o dirigente.

Além do prejuízo à qualidade dos serviços banda-larga, a atuação de apenas uma operadora, em determinados mercados, mantém os provedores à mercê das políticas de preços monopolistas. “Sujeitos à atuação de uma única concessionária em suas regiões de exercício, os provedores independentes são privados de oferecerem mais qualidade e custos mais baixos pelos serviços prestados aos usuários, já que a exclusividade de mercado inviabiliza a correção dos preços praticados em situações de monopólio e a contratação do link alternativo que deve ser usado em caso de falhas como a que afetou recentemente o estado de São Paulo e as que comprometem o serviço constantemente, em diversas regiões do país”, completa La Rocque.

O representante das entidades provedoras vai mais além. “Em localidades onde há viabilidade de atendimento por mais de uma concessionária, nossos associados contratam com as operadoras disponíveis para garantir a continuidade de suas atividades em caso de panes. Onde isso não é possível, na maioria dos casos, infelizmente, eles são prejudicados por não poderem atender os usuários, independente de não serem responsáveis pela paralisação, quando as falhas ocorrem”.
Para o dirigente, o episódio da Telefônica serviu como um alerta para a situação do acesso no país e deverá contribuir para que o governo debata com as entidades representativas dos provedores, novas regras que possam garantir a desagregação das redes e as capacidades técnica e comercial que permitam garantir aos provedores a busca de redundância no backbone.

“Durante o recente colapso nas operações da concessionária espanhola, só na Rede Global Info foram contabilizados 116 provedores de São Paulo que tiveram suas atividades afetadas, prejudicando cerca de 200 mil assinantes, em 120 municípios do estado. Em circunstâncias mais isoladas, quando as falhas não afetam tantas pessoas ao mesmo tempo, é muito complicado esclarecer os usuários sobre o fato de que elas não ocorrerem no provedor, mas nas operadoras. E como são constantes, é a imagem do provedor que fica desgastada com o usuário final”, enfatiza.

Para o dirigente, a desagregação de redes seria uma saída porque poderiam ser construídas diversas redes próprias, compartilhando a mesma estrutura, porém independentes na gerência e no backbone, onde ocorreu o problema que afetou a operação da Telefônica. Para ele, redes menores são mais fáceis de gerenciar e mais rápidas no diagnóstico e reparo.
Ainda segundo La Rocque, a Rede Global Info vem mantendo negociações com as autoridades públicas, parlamentares e Ministério das Comunicações para que alterações sejam realizadas no formato atual de provimento de acesso á internet vigente no país.

“Continuamos buscando a alteração deste quadro nocivo de monopólio, que, comprovadamente, não oferece bons resultados à sociedade, aos players desse mercado e, principalmente, aos usuários finais”, conclui o representante dos provedores independentes.

Mais informações: http://www.redeglobalinfo.com.br

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